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07/06/2016 18h04

Saúde

Diminuição de casos e inverno seco sugerem Rio 2016 quase livre do Zika, dizem autoridades

Projeções feitas por computador indicam que somente um ou dois turistas estariam sujeitos ao contágio durante as três semanas dos Jogos Rio 2016

Estudo estima incidência quase nula do Zika durante o Rio 2016, dizem autoridades. Foto:Gabriel Nascimento/Rio 2016

Os casos de pessoas infectadas pelo vírus Zika no Rio de Janeiro caíram significativamente nas últimas semanas e serão quase nulos em agosto e setembro, meses dos Jogos Rio 2016. A afirmação foi feita por autoridades médicas, nesta terça-feira (07.06), no Comitê Rio 2016.

“Os números de Zika apresentaram boas quedas em abril”, disse João Grangeiro, chefe médico do Comitê Rio 2016. “Os meses mais frios e secos reduzem a população de mosquitos, o que reduz o risco de infecções por mosquitos que já nascem com o vírus”, prosseguiu.

O vírus Zika circula em quase 60 países pelo mundo e é transmitido pelo Aedes aegypti, o mesmo mosquito transmissor da dengue. Com base em estudos realizados pela Universidade de Cambridge em abril, é possível estimar que apenas um ou dois turistas seriam infectados pelo vírus Zika durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, que começam em 5 de agosto.

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Casos de infecção do vírus da zika a partir de 1º de janeiro até 31 de maio de 2016

Nenhum caso de vírus foi reportado ao longo dos 44 eventos-teste para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, dos quais participaram cerca de sete mil atletas, oito mil voluntários e dois mil funcionários do Comitê Rio 2016. O calendário Aquece Rio teve início em agosto de 2014 e se estendeu até maio de 2016, e boa parte das competições foi realizada nos meses mais quentes e úmidos do Rio de Janeiro, durante o verão.

De acordo com dados oficiais da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, o histórico de dengue – transmitido pelo mesmo mosquito – aponta para picos de incidência nos meses mais quentes e chuvosos (março e abril) e para casos raros entre julho e setembro. Os casos de vírus Zika também estão em queda nas cidades do futebol (Manaus, Belo Horizonte, São Paulo, Brasília e Salvador).

Sem descuido

Os meses mais frios e secos, no entanto, não são motivo para descuido. As medidas preventivas adotadas nas instalações Olímpicas são as mesmas dos meses mais chuvosos. Cada arena passa por uma checagem diária para evitar acúmulos de água parada. Instalações maiores, como a Vila dos Atletas, passam por esse processo mais de uma vez por dia.

Além disso, todos os atletas, turistas e profissionais envolvidos nos Jogos serão orientados sobre como se proteger do mosquito assim que chegarem ao Rio e também antes do embarque.

“Nossa missão é garantir que o Rio de Janeiro seja seguro para todos os atletas e para todas as festas e competições”, disse o diretor-executivo de comunicação do Comitê Rio 2016 Mário Andrada.

Orientação da OMS

De acordo com  Organização Mundial de Saúde (OMS), não há qualquer justificativa para adiar ou cancelar os Jogos. O Brasil é um de quase 60 países com casos de zika, e as pessoas continuam viajando a esses países por uma porção de motivos, observa a OMS.

A OMS orienta atletas e demais pessoas que cheguem ao Rio de Janeiro, bem como a outras áreas onde o Zika tem circulado, que se protejam de picadas de mosquitos com o uso de repelentes e com roupas pouco coloridas e que cubram o máximo possível do corpo.

Como o vírus é sexualmente transmissível, os visitantes devem praticar sexo seguro ou se abster de fazer sexo durante a permanência no Rio e por ao menos oito semanas após voltarem para casa. Mulheres grávidas são instruídas a não viajar a locais com risco crescente de Zika, o Rio de Janeiro inclusive.

Fonte: Rio 2016