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Atletismo

24/02/2018 04h59

Coreia do Sul

Brasil termina primeiro dia do 4-man do bobsled na 25ª posição em PyeongChang

Edson Bindilatti, Odirlei Pessoni, Edson Martins e Rafael Souza voltam à pista neste sábado (24.02) para finalizarem a participação brasileira nos Jogos Olímpicos de Inverno

 

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Martins, Pessoni, Souza e Bindilatti. Foto: Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br

O quarteto brasileiro do bobsled estreou na modalidade nos Jogos Olímpicos de Inverno PyeongChang 2018 na manhã de sábado (24.02, noite de sexta-feira, no horário de Brasília). O piloto Edson Bindilatti e os pushmen Odirlei Pessoni, Edson Martins e Rafael Souza fizeram duas descidas na pista do Olympic Sliding Centre, na Coreia do Sul.

A expectativa inicial era figurar no Top 20 no primeiro dia, mas o tempo obtido não foi o ideal e, após as duas primeiras baterias, o time brasileiro ocupava a 25ª posição entre os 30 que disputam a prova.

O trenó volta à pista de gelo às 21h30 deste sábado (24.02) para a terceira descida. Após essa bateria, os 20 melhores continuam para mais uma tomada de tempo e, então, será definida a classificação final da prova. O bobsled é a última modalidade que envolve brasileiros. A Cerimônia de Encerramento dos Jogos será às 20h do dia 25 na Coreia (8h do dia 25 no Brasil).

Na primeira descida do dia, o trenó brasileiro marcou 49s75, alcançando quase 134 km/h. Na segunda, com o gelo da pista mais desgastado, o tempo foi de 49s90. Com o acumulado de 1min39s69, o Brasil ficou à frente da China, Itália, Croácia e da equipe de Atletas Olímpicos da Rússia.

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Foto: Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br

Para alcançar a meta de ficar entre os 20 primeiros e fazer uma descida a mais, será preciso bater o tempo de cinco times e tirar pelo menos 59 centésimos do atual 20º colocado, o trenó dos Estados Unidos, pilotado por Nick Cunningham, que fez 1min39s10. O líder é quarteto alemão, capitaneado por Francesco Friedrich (1min37s55), seguido pela Coreia do Sul (1min27s84) e por outro trenó alemão, pilotado por Nico Walther (1min37s90).

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Fotos: Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br

A equipe fez ótimos treinos em PyeongChang e consegui estar entre os 15 primeiros algumas vezes. "Ficamos chateados com os tempos de hoje. Fizemos um bom push (movimento de empurrar o trenó na largada) e uma boa pilotagem, mas o trenó não andou da forma como esperávamos. Pode ter sido a lâmina, a pista pode ter ficado um pouco mais lenta porque fomos um dos últimos a descer, mas agora temos que ajustar as lâminas para a terceira descida e fazer um bom trabalho no sábado", afirmou Edson Bindilatti. "Como andamos bem durante todos os dias de treinamentos e ficamos sempre entre os 20 primeiros, nós temos que manter a esperança", afirmou Bindilatti.

"A classificação para a última descida ficou mais difícil, mas somos brasileiros. Não podemos desistir. Vamos com tudo. Sabemos que, por nossa condição, temos equipe para estar entre os 20", disse o brakeman Rafael Souza, responsável por frear o trenó ao fim da descida, único do quarteto brasileiro que está estreando nos Jogos Olímpicos em PyeongChang.

A reviravolta pode vir no momento crucial: a largada. "Nossa entrada no trenó é uma das melhores do mundo. Isso nos dá esperança de chegar entre os 20. Vamos trabalhar bastante na parte mecânica do trenó até a hora da prova e ver o que podemos melhorar para voltar com tudo", disse Odirlei.

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Fotos: Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br

2-man

Em PyeongChang, o Brasil também participou do 2-man. Foi a estreia olímpica do país na prova de duas pessoas. Apelidado de "bobsledson", o trenó foi pilotado por Edson Bindilatti, tendo Edson Martins como brakeman. Eles alcançaram a 27ª colocação em competição realizada na primeira semana dos Jogos.

Acompanhe um passeio a pé ao lado da pista de bobsled na Coreia do Sul

 

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Bate-papo ao vivo com a equipe brasileira do bobsled nos Jogos Olímpicos de Inverno PyeongChang #2018

Publicado por Rede Nacional do Esporte em Quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018


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Mais sobre a modalidade

Os trenós são feitos de uma combinação de metais leves e primam pela aerodinâmica. O do categoria 4-man pode chegar a 3,8 metros e o da 2-man não passa de 2,7 metros. Durante a descida, a velocidade máxima por vezes alcança 150 km/h e os atletas podem sofrer a pressão de força de até 5G.

No 4-man, o piloto empurra o trenó por 20 metros e pula antes para dentro do cockpit. Em seguida, os pushers 2 (que fica à esquerda do trenó, logo atrás do piloto) e 3 (à direita do trenó) também entram e ficam em posição intermediária. Quando o quarto atleta (que empurra por trás do trenó e é denominado brakeman, por ser responsável por frear o trenó) entra, ele dá um aviso e todos ficam na posição de descida. No 2-man, o piloto empurra pelo lado esquerdo e o brakeman empurra por trás. O momento da largada é chamado de push. Nos 50 metros disponíveis para a tração, o trenó alcança cerca de 40 km/h. Na descida, a aerodinâmica, a destreza do piloto e a força da gravidade fazem a velocidade alcançar até 150 km/h.

As pistas são de concreto e cobertas por gelo. Elas devem ter entre 1.200 e 1.300 metros e possuir pelo menos 15 curvas. O piloto precisa ter todo o trajeto memorizado para acelerar o reflexo a cada instante.

Galeria de fotos dos Jogos Olímpicos de Inverno PyeongChang 2018 (imagens disponível para uso editorial gratuito)

PyeongChang 2018 - Jogos Olímpicos de Inverno

De PyeongChang (Coreia do Sul), Abelardo Mendes Jr - rededoesporte.gov.br