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05/11/2019 10h37

Com adesão recorde, Bolsa Atleta 2019 fecha fase de inscrições com 7.660 candidatos

Considerando apenas editais para modalidades olímpicas e paralímpicas, é a maior quantidade de inscrições já registrada. A lista de contemplados deve ser publicada em dezembro

O prazo de inscrições para o Bolsa Atleta 2019 terminou nesta segunda-feira, 04.11, às 23h59. O sistema online da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania recebeu o número recorde de 7.660 adesões de interessados. Considerando apenas os editais para modalidades olímpicas e paralímpicas, é a maior quantidade de inscrições já registrada pelo governo federal. São 4.321 atletas do sexo masculino e 3.339 do feminino. As modalidades olímpicas foram responsáveis por 5.949 dos preenchimentos de formulários, contra 1.711 das paralímpicas. O recorde anterior havia sido computado em 2014, com 7.570 candidatos.

A maior procura registrada em 2019 foi pela bolsa na categoria Nacional, com 5.132 inscrições. Em seguida aparecem as categorias Internacional (1.116), Olímpico/Paralímpico (527), Estudantil (478) e Atleta de Base (407). Entre as modalidades, as cinco que tiveram maior número de solicitações de bolsas são atletismo (1.088), natação (621), handebol (355), tiro esportivo (346) e vôlei (314).

Foto: Abelardo Mendes Jr./ rededoesporte.gov.br

Agora, a Secretaria Especial do Esporte pode solicitar, nos próximos 30 dias, a complementação de documentos enviados no ato da inscrição. A previsão é que a lista dos contemplados seja publicada em dezembro de 2019. O edital de 2018, por exemplo, teve 7.121 inscrições e contemplou 6.206 atletas, com orçamento de R$ 84 milhões. No ano anterior, em 2017, foram 5.866 contemplados, com R$ 79 milhões de investimento.

"Esse número expressivo de inscritos é uma sinalização de que os atletas enxergam no programa um suporte que pode auxiliar na preparação esportiva deles"
Mosiah Rodrigues, coordenador-geral do Bolsa Atleta

"O Bolsa Atleta é uma política que cumpre o seu papel. A gente consegue anualmente verificar isso a partir dos dados, um deles esse número expressivo de inscritos. É uma sinalização de que os atletas enxergam no programa um suporte que pode auxiliar na preparação esportiva deles", afirmou o coordenador-geral do programa, Mosiah Rodrigues. "Paralelamente, a gente vê o impacto disso em competições. No Pan deste ano, houve um número grande de bolsistas medalhistas, superior a 82%, e no Parapan foram 93%. O programa tem comprovado a importância dele para a manutenção do atleta no esporte e para a melhoria do padrão de qualidade do alto rendimento desenvolvido no Brasil", completou.

Números expressivos

O Bolsa Atleta é o maior programa do mundo de patrocínio direto ao atleta e apresenta resultados fundamentais para o esporte brasileiro. Desde a criação, já foram concedidas mais de 63,3 mil bolsas para 26,5 mil atletas de todo o país. O valor destinado para a política pública em vigor desde 2005 supera a marca de R$ 1,1 bilhão.

Neste ciclo olímpico, somando os contemplados em 2017 e em 2018, foram concedidas 12.072 bolsas (9.502 para modalidades olímpicas e 2.570 para paralímpicas), em um investimento total de mais de R$ 164,4 milhões.

Resultados consolidados

Os resultados obtidos pelos bolsistas são notórios. Nos Jogos Sul-Americanos de Cochabamba, no ano passado, do total de 235 brasileiros medalhistas, 179 (76%) recebiam a Bolsa Atleta. Já nos Jogos Pan-Americanos de Lima, neste ano, o Brasil conquistou 169 medalhas, sendo que 139 tiveram a participação de contemplados pelo programa.

Nos Jogos Parapan-Americanos, o destaque foi ainda maior. Dos 308 pódios, 287 (93,18%) foram assinados por atletas bolsistas, na melhor campanha de todos os tempos do país na competição, com 124 ouros, 99 pratas e 85 ouros. Para se ter uma ideia da força do Brasil em Lima, a soma dos ouros dos segundo e terceiro colocados no quadro geral de medalhas, Estados Unidos (58) e México (55), respectivamente, é de 113. As duas nações juntas não seriam capazes de desbancar o Brasil da liderança do Parapan.

Nos Jogos Mundiais Militares, encerrados no último domingo em Wuhan, na China, O Brasil somou 88 medalhas segundo a contabilidade oficial da organização. Foram 21 ouros, 31 pratas e 36 bronzes, em terceiro lugar no quadro geral de medalhas, atrás apenas da China e da Rússia. Levando em conta também as medalhas em modalidades que não foram computadas pela organização, como a de atletas paralímpicos e as da ginástica artística, o Brasil somou 98 medalhas, 78 delas com a presença de integrantes do Bolsa Atleta. Da delegação de 350 atletas que o país levou para a competição, 177 ganharam medalhas. Desse grupo, 116 são bolsistas.

Ascom - Ministério da Cidadania