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Natacao paralímpica

16/11/2020 10h49

Natação paralímpica

Nadadores passam por tomada de tempo para simular competições para Tóquio 2021

As provas contaram com a presença de árbitro, placar eletrônico, treinadores, preparadores físicos, nutricionistas e fisioterapeutas, além de equipe de filmagem para avaliação biomecânica

A equipe da natação paralímpica brasileira realizou sessões de treinos com tomada de tempo nas piscinas do Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. O objetivo da atividade foi proporcionar um ritmo similar ao das competições que do ano que vem, entre as quais os Jogos Paralímpicos de Tóquio.

O multimedalhista dos Jogos Paralímpicos Daniel Dias participou das simulações no CT em São Paulo. Foto: Ale Cabral/CPB

O treinamento, realizado na sexta-feira (13.11), obedeceu ao protocolo de segurança do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), que tem submetido atletas e treinadores a testes de PCR e sorologia com frequência, além de outras medidas de prevenção, como áreas específicas de circulação e normas de distanciamento durante a permanência no CT.

Durante todo o dia, cerca de 20 nadadores foram divididos em quatro blocos de largada, com intervalos de até uma hora entre um e outro.

As provas contaram com a presença de árbitro, placar eletrônico e treinadores. Uma equipe de filmagem para avaliação biomecânica, preparadores físicos, nutricionistas e fisioterapeutas também participou da atividade para observar o desempenho dos atletas.

"Este tipo de atividade é importante para os atletas terem essa sensação de competição e servir de parâmetro para o trabalho que vamos começar visando a seletiva para os Jogos Paralímpicos. Por isso, buscamos ao máximo trazer um cenário de competição para esses treinos", afirmou Leonardo Tomasello, técnico-chefe da natação paralímpica brasileira.

Entre os atletas, estiveram presentes Daniel Dias (classe S5), maior medalhista brasileiro em Jogos Paralímpicos, com 24 medalhas; Edênia Garcia (classe S3), medalhista paralímpica e tetracampeã mundial; e Carol Santiago (classe S12), campeã mundial e parapan-americana.

"Diante do momento de pandemia que ainda estamos vivendo, eventos deste tipo são de suma importância para o nosso desenvolvimento. Estamos há quase um ano sem disputar uma competição oficial. Então, sentir a adrenalina e emoção de competir novamente é muito importante para motivar e relembrar porque treinamos todos os dias", apontou Ruiter Silva (classe S9), medalhista no revezamento nos Jogos do Rio 2016.

"Devido à pandemia ficamos muito tempo sem competir. Esta oportunidade de fazer essa tomada de tempo vai proporcionar para nós, atletas e comissão técnica, analisar em qual estágio estamos, avaliar cada trecho das provas e verificar o que podemos melhorar nos próximos períodos de treino", completou Carol Santiago (classe S12), campeã mundial em Londres 2019.

Já para Roberto Alcalde (classe S6), campeão parapan-americano nos 100m peito em Lima 2019, o treino foi o primeiro passo para os atletas se sentirem próximos do retorno das competições oficiais. "Pudemos notar o reflexo dos treinos que temos realizado recentemente. Estamos focados para a seletiva dos Jogos. Até lá, precisamos corrigir todos os erros para melhorar cada vez mais."

Atualmente, cerca de 50 atletas de atletismo, natação e tênis de mesa frequentam o CT Paralímpico diariamente para a realização dos treinamentos. Apenas essas modalidades foram autorizadas a retornar às atividades porque possuem o centro de excelência no próprio local.

Além disso, o CT Paralímpico tem permanecido com as demais atividades, calendário de competições e outros treinamentos suspensos por tempo indeterminado. Funcionários e demais profissionais que atuam no local diariamente continuam em isolamento ou em trabalho home office.

Fonte: Comitê Paralímpico Brasileiro