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Ginastica rítmica

19/09/2022 10h33

Ginástica Rítmica

Ginástica Rítmica alcança melhor resultado de sua história com quarto lugar no Mundial

Equipe ficou a meio ponto do pódio na série de cinco arcos. Título do campeonato ficou com a seleção italiana

A ginástica rítmica do Brasil novamente fez história. No Mundial de Sófia, na Bulgária, o grupo comandado por Camila Ferezin alcançou o melhor resultado na história das participações na competição: a quarta colocação, bem perto do pódio. O Brasil conseguiu a nota 33.350, a menos de meio ponto da Espanha, que conseguiu a terceira posição.

O Brasil participa dos mundiais de conjunto desde a sexta edição, disputada em 1973, em Roterdã, na Holanda. As disputas foram introduzidas na programação na terceira edição do evento, em 1967, em Copenhague, na Dinamarca.

Equipe brasileira conquistou a quarta posição. Foto: CBG/ Divulgação

Antes de Sófia, o melhor resultado do Brasil numa série específica (simples ou mista) havia sido o sétimo lugar na série simples (cinco bolas) do Mundial de Kitakyushu, no Japão, no ano passado. Para se ter uma ideia da importância do resultado, o Brasil deixou para trás a Bulgária, atual campeã olímpica, e mais dois finalistas nos Jogos de 2021: a China, quarta colocada em Tóquio, e o Japão, oitavo.

“A gente está superfeliz com esse quarto lugar, que tem até gostinho de bronze. Provamos que é possível chegarmos lá. São anos de trabalho duro. Essas meninas são fora de série. Trabalhamos muito para chegar aqui e fazer história. Agora é comemorar”, afirmou a treinadora Camila Ferezin, que assumiu o cargo em 2011.

Déborah Medrado, uma das mais experientes do grupo, aos 20 anos de idade, enfatizou todo o esforço da Seleção para alcançar o resultado. “O sentimento é de gratidão, de felicidade. Só Deus sabe o tanto de coisas às quais tivemos que abdicar, o quanto a gente se doou, o quanto a gente se entregou para este campeonato e para trazer resultados inéditos. Nós somos o melhor conjunto da história do Brasil e estamos muito felizes por fazer história para o nosso País”, disse a capixaba. “Nós somos agora uma potência mundial na ginástica rítmica. Estamos chegando lá. Tudo isso é fruto de muita superação, resiliência, união, foco. É o momento mais emocionante da minha vida”.

Capitã da equipe, Maria Eduarda Arakaki, a Duda, destacou a importância de toda a campanha. No sábado (17.09), o Brasil ficou em quinto lugar no geral (soma das séries mista e simples). É essa classificação que define o pódio olímpico.

“A gente chegar aqui e provar que o Brasil é uma potência não tem preço. Foi por muito pouco que não conquistamos a medalha. Esses resultados são fruto de trabalho de anos. Temos nos dedicado muito para buscar essa evolução, e saímos daqui com a sensação do dever cumprido. Demos todo o nosso coração e toda a nossa alma”, afirmou a ginasta alagoana.

FINAL
Série simples - Cinco Arcos

1) Itália – 34.950
2) Israel – 34.050
3) Espanha – 33.800
4) BRASIL – 33.350
5) Japão – 32.850
6) México – 32.200
7) China – 31.650
8) Bulgária – 31.400 

Seleção Brasileira de Conjunto

Bárbara Galvão (série simples)
Deborah Medrado (séries simples e mista)
Gabrielle Moraes (série mista)
Giovanna Silva (séries simples e mista)
Maria Eduarda Arakaki (séries simples e mista)
Nicole Pircio (séries simples e mista)

Treinadora: Camila Ferezin
Assistente: Bruna Akawana Martins Rosa