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25/10/2021 10h48

Paralímpicos

Geração anos 2000 apresenta resultados expressivos no meeting paralímpico do DF

Etapa de Brasília reuniu 251 atletas de atletismo, natação e halterofilismo durante o fim de semana. Próxima parada da competição será em Belo Horizonte

Uma jovem e talentosa geração de atletas com deficiência começa a apresentar resultados esportivos no Meeting Loterias Caixa de atletismo, natação e halterofilismo. A etapa do final de semana ocorreu em Brasília e reuniu 251 atletas da capital federal e de estados das regiões Norte e Centro-Oeste.

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Foto: André Martins/CPB

Os meetings estão percorrendo o Brasil desde o início de outubro e seguem até 12 de dezembro. Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba e Rio de Janeiro já sediaram etapas de atletismo e natação. Na quinta-feira, 28.10, será a vez de Belo Horizonte receber o evento.

As provas de atletismo em Brasília foram realizadas na pista do CIEF (Centro Integrado de Educação Física) e dois atletas nascidos nos anos 2000 apresentaram resultados surpreendentes. Nos 100m da classe T47, para amputados de braço, o mato-grossense Eduardo Furtado, de 18 anos, foi medalhista de ouro com 11s59. A melhor marca do mundo nesta prova é do paraibano Petrúcio Ferreira, que fez 10s42, obtida em novembro de 2019 no Mundial de Dubai.

Esta é uma classe que o Brasil domina no atletismo paralímpico mundial. Petrúcio foi ouro nos Jogos Paralímpicos de Tóquio e o carioca Washington Júnior foi bronze na mesma prova.

Eduardo é atleta da Asa-Sorriso, de Mato Grosso, tem má formação congênita no braço esquerdo e na mão direita. Aos 18 anos, participa apenas pela primeira vez de competições adultas para atletas com deficiência. Até então, havia disputado as edições de 2018 e 2019 das Paralimpíadas Escolares, organizadas pelo CPB, e, em seguida, dedicou-se ao atletismo para atletas sem deficiência. Ele é o 15º no ranking do Centro-Oeste sub-20.

"Eu participo de diversas competições entre atletas sem deficiência e treino uma pista de terra em Sorriso, e estou feliz por ter feito esta marca aqui em Brasília, foi meu melhor tempo, e o vento estava contra", comentou Eduardo, a respeito dos 11s59 alcançados no sábado, e o vento contra de -0,6 km/h.

Outro jovem talento no Meeting de Brasília de atletismo foi o também mato-grossense Thalysson Nunes de Oliveira, que fez 12s75 nos 100m da classe T13 (para atletas com baixa visão). O recorde brasileiro da prova é de Gustavo Araújo, e perdura desde o Mundial de Doha, no Qatar, em 2015, com 10s91. Thalysson tem 15 anos e representa RAAEI, do Mato Grosso.

Ainda dentro dos talentos da geração 2000 está Mateus da Silva Pacheco, que completou a prova dos 100m pela classe T38 em 12s70, marca próxima ao recorde brasileiro de 11s08 registrados em 2019 pelo atleta Edson Cavalcante, que representou o Brasil nos Jogos Paralímpicos de Tóquio.

Neste domingo, também foram realizadas as provas de natação. O campeão paralímpico e mundial Wendell Belarmino competiu pela primeira vez desde que retornou dos Jogos de Tóquio.

"Competição é muito importante para medir como estou nesta volta de Tóquio, gostei da minha prova. Queria ter trazido minha família para assistir, mas infelizmente ainda não pode ter a presença do público externo", disse Wendell, que representa o Instituto Pro Brasil.

Ele nadou pela manhã os 50m livre da classe S11 (para cegos) em 27s84. Em Tóquio, ele foi medalhista de ouro com o tempo de 26s03. Já à tarde, Wendell participou da prova dos 100m livre e finalizou em 1min05s39.

Fonte: Comitê Paralímpico Brasileiro