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Natação

08/08/2016 03h02

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Brasil fica em 5º no revezamento 4 x 100m. Nos 100m peito, João é 5º e Felipe é 7º

Michael Phelps chegou à 23ª medalha com o ouro norte-americano na prova em equipe. Estádio Aquático ainda foi palco da quebra de três recordes mundiais

Com a estreia de Michael Phelps nos Jogos Rio 2016 e duas finais com brasileiros, o domingo se tornou um dos mais esperados da natação. Quem acompanhou a sessão noturna no Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos não testemunhou um pódio dos anfitriões, mas viu três quebras de recordes mundiais e o multicampeão norte-americano aumentar a coleção de medalhas olímpicas para 23, com mais um ouro. Ele veio no revezamento 4x100m livre.

Além dos Estados Unidos com Phelps, a Austrália tinha Cameron McEvoy, a França trouxe Florent Manaudou, a Rússia veio com Vladimir Morozov, apenas para citar alguns dos nadadores de altíssimo nível nos quartetos que fizeram a final. O Brasil tinha Marcelo Chierighini, Nicolas Oliveira, Gabriel Santos, João de Lucca e milhares de vozes tentando diminuir alguns segundos do tempo da equipe da casa.

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Equipe do 4 x 100m livre dos Estados Unidos, com Michael Phelps no time, conquistou o ouro. Fotos: Getty Images

Os brasileiros vieram de mãos dadas e foram ovacionados. Era a volta a uma decisão nesta prova após 16 anos. Aplausos intermináveis também na entrada da equipe dos Estados Unidos, sobretudo pela presença de Michael Phelps.

Chieriguini abriu o revezamento com 48s12, entregando em terceiro para Nicolas Oliveira. A segunda parcial foi a de Phelps, que estava leve, sorridente e veloz: com 47s12, ele levou os norte-americanos para a liderança, enquanto Nicolas fez 48s26 e o Brasil passou para quinto. Na terceira “perna”, Manaudou nadou para 47s14 e deixou a França em segundo, já o Brasil fechou em sexto com os 48s72 de Gabriel Santos. Na última parcial, Nathan Adrian fez incríveis 46s97, assegurando o primeiro lugar para os EUA (total de 3m09s92). A França permaneceu em segundo (3min10s53) e a Austrália, com os 47s cravados de McEvoy, ficou em terceiro (3m11s37). João de Lucca encerrou a prova brasileira em quinto com a parcial de 48s11 e total de 3m13s21. 

“É lógico que a gente queria o pódio, mas fechar em quinto numa prova muito forte, mais forte do que a gente esperava, e dentro de casa, é uma experiência muito boa. Não sobrou nada, demos tudo. Só temos que agradecer a torcida”, disse Nicolas Oliveira.

“É lógico que a gente queria o pódio, mas fechar em quinto numa prova muito forte é uma experiência muito boa. Não sobrou nada, demos tudo. Só temos que agradecer a torcida”
Nicolas Oliveira

“Se olhar no papel, vai ter sempre algo que possa melhorar, mas todo mundo brigou até a última força. Ouvir o pessoal torcendo pra gente me deu uma força maior ainda, um gás que consegui colocar para fora. Dei tudo de mim. E agora é continuar brigando, a competição ainda não acabou”, acrescentou João de Lucca.

100m peito

Os brasileiros nem haviam entrado e os aplausos apareceram, apenas com os nomes expostos no telão. O locutor chamou “João Gomes Junior”: os gritos foram ensurdecedores, e mal deu para escutar o próximo nome, “Felipe França”. Um rápido silêncio ocorreu apenas no momento do início da prova dos 100m peito. O restante foi puro apoio, mas não foi suficiente para o pódio.

João estava na raia 1. Felipe, na 7. João usou a estratégia que chamou de “faca nos dentes”, e o maior esforço nos primeiros 50m fizeram-no passar em 4º (27s46). O brasileiro perdeu uma posição e finalizou a prova em quinto, com 59s31, pouco abaixo do tempo da semifinal (59s40).

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João Gomes Jr. forçou tudo o que podia e terminou com a quinta posição nos 100m peito. Foto: COB

“Em nenhum momento eu deixei de pensar numa possível medalha, mas saio com sensação de dever cumprido. Só tenho a agradecer, é minha primeira Olimpíada, com o quinto o tempo. Só aumenta a minha vontade de treinar mais e mais”, disse João Gomes Jr.

Já Felipe França passou mal, em oitavo, fazendo os primeiros 50m em 28s69. A ideia era fazer o esforço maior nos 50m finais, e de fato, o tempo de 30s69  só não foi melhor que o o do campeão da prova. Mas não deu para recuperar a ponto de chegar ao pódio. Felipe fechou a prova em sétimo, com 59s38.

“Passei um pouco fraco e atrás, e isso é difícil de buscar, mas treinei para a volta e voltei bem, só não foi o suficiente para uma medalha. Saí satisfeito e grato, pela pressão, por tudo que passei em Londres. Daqui, saio totalmente realizado”, disse.

França chegou a Londres 2012 como favorito ao ouro, mas não conseguiu passar da semifinal. O trauma passou no sábado (06.08) , quando avançou para a final com o sexto melhor tempo (59s35), tendo feito 59s01 na eliminatória. 

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Felipe França teve uma primeira passagem abaixo do que está acostumado e ficou difícil recuperar na volta dos 100m peito. Foto: COB

O britânico Adam Peaty quebrou novamente o recorde mundial da prova, como havia feito na eliminatória. Ele venceu a decisão com 57s13. A prata foi para o sul-africano Cameron van der Burgh (58s69) e o bronze ficou com Cody Miller (58s87), dos Estados Unidos.

Recordes Mundiais

Além de Peaty, ainda na noite desta segunda a sueca Sarah Sjöström levou o público ao delírio ao bater o recorde mundial nos 100m borboleta com 55s48. A marca anterior também era dela (55s64), obtida no Mundial de Kazan, na Rússia, em 2015. Em segundo lugar, ficou a canadense de 16 anos Penny Oleksiak com 56s46, novo recorde mundial júnior. O bronze foi para Dana Vollmer (56s63), dos Estados Unidos.

A norte-americana Katie Ledecky, que já havia levado a prata no dia anterior no revezamento 4x100m livre, neste domingo subiu ao lugar mais alto do pódio, também com recorde mundial e sobrando na prova. Com 3m56s46, Ledecky baixou em quase dois segundos a marca anterior de 2014, que também era dela, e nadou mais de um corpo à frente das adversárias: a britância Jazz Carlin finalizou a prova em 4m01s23, quase 5 segundos depois de Ledecky. O bronze foi para Leah Smith, também dos Estados Unidos (4m01s92).

Adam Peaty (GBR) e Katie Ledecky (EUA), dois dos atletas que bateram recordes mundiais no Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos neste domingo. Foto: Getty Images

Carol Delmazo, brasil2016.gov.br